Criar poesias a partir de lombadas de livros é desafio lançado pela Diretoria de Cultura

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08/08/2020

Em tempos de isolamento social, a leitura tem sido uma das principais escolhas para os momentos de lazer dentro de casa. Além de nos proporcionar histórias e conhecimentos diversos, a literatura também é um mecanismo para exercitar a criatividade. Pensando nisso, a Dirc, que é a Diretoria de Cultura da Unicentro, lançou o desafio “Escreva sua poesia de lombada e não deixe o tédio vencer”.

Representada pela professora Níncia Teixeira, a Dirc convida a toda a comunidade a reunir os livros que tem em casa e observar como os títulos podem servir de material para uma criação poética. “O projeto Poesia de Lombada foi feito para que houvesse uma interação com a comunidade nesse tempo de pandemia. Ele consistiu em juntar as lombadas de livros e fazer pequenos versos”, conta.

O desafio consiste em empilhar livros ordenadamente para formar textos coerentes a partir dos títulos descritos na lateral de cada obra. Essa brincadeira nasceu na década de 1990 nos Estados Unidos e já serviu de inspiração para concursos e exposições em todo o mundo. Pela Unicentro, a participação no projeto Poesia de Lombada tem sido on-line. O criador dos versos fotografa a sua pilha de livros, transcreve o texto formado e publica nas redes sociais, marcando o perfil da Dirc no Instagram ou no Facebook.

De acordo com a diretora de Cultura, o desafio lançado pela Unicentro já ganhou vários adeptos e continua inspirando o fazer poético a partir da materialidade dos livros. “Nós recebemos mais de 50 participações, o que quer dizer, então, que a cultura é o que nos salva nesse tempo tão caótico que nós estamos vivendo em meio a pandemia. Para quem quiser participar é só enviar para a Diretoria de Cultura na mídia social”, convida Níncia.

Uma das primeiras a participar do desafio da Unicentro foi a Rita Ramos, que é professora de Literatura em Guarapuava. Ela conta como foi o processo criativo para a sua poesia de lombada. “Esse desafio me pegou pelo coração. Primeiro, pela questão das leituras, dos livros em si, o objeto livro. E como eu tenho muitos livros em casa, eu na hora achei que teria que fazer alguma coisa. Então, eu juntei livros e não tive um determinado assunto, não veio algo assim na minha cabeça, eu fui buscando uma construção, buscando alguma coisa que eu pudesse formar, fazer uma redescoberta semântica, uma redescoberta poética, uma redescoberta que fosse conexa e que fosse poética”.

Após uma cuidadosa seleção em sua biblioteca, Rita construiu uma belíssima poesia mesclando títulos de autores nacionais e internacionais: “Falando ao pé da letra/ O coração é um caçador solitário e Um homem bom e difícil de encontrar…/ Homens imprudentemente poéticos/ Quase memória, uma Felicidade clandestina… mas/ O mundo se despedaça/ é Primavera num espelho partido…/ Nada!/ Chega o Tempo de migrar para o norte/ Achar Uma casa no fim do mundo/ (E lá ele dizer:) Existo, Existo, Existo!”.

Inspirada pela participação no desafio da Poesia de Lombada, a professora Rita comenta que acredita na literatura como uma opção para nos abrir horizontes sem precisar sair de casa. “Quem gosta de ler nunca fica só. O tempo passa, a tristeza passa. O Saramago fala algo mais legal ainda que é ‘a leitura é, provavelmente, uma outra maneira de estar em um lugar’. Já pensou em redescobrir a leitura?”.

Por enquanto, as poesias de lombada estão sendo postadas nas redes sociais da Diretoria de Cultura da Unicentro, mas uma exposição física, chamada Varal da Lombada, está programada para quando as atividades presenciais forem retomadas pela universidade.

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