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Caso Tatiane Spitzner: defesa pede que Luis Felipe Manvailer não seja levado a júri popular

Mai 14, 2019
Pedido foi feito nas alegações finais do réu, que é acusado de ter matado a advogada A defesa de Luis Felipe Manvailer, acusado de ter matado a própria esposa, a advogada Tatiane Spitzner, em Guarapuava,  pediu que ele não seja levado a júri popular. Os advogados também pediram que o réu seja absolvido das acusações de fraude processual e cárcere privado. Os pedidos foram feitos nas alegações finais da defesa, apresentadas nesta segunda feira (13 de maio). Este é o último passo antes da Justiça decidir se Manvailer vai a júri popular ou não. O Ministério Público pediu que ele seja julgado no Tribunal do Júri. Manvailer é réu no processo por homicídio qualificado, cárcere privado e fraude processual. O caso ocorreu em julho do ano passado. A defesa de Manvailer pediu que as qualificadoras - motivo fútil, meio cruel, dificultar defesa da vítima e feminicídio - sejam afastadas caso ele seja pronunciado pela juíza Paola Mancini, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava. ALEGAÇÕES Segundo o MP-PR, Manvailer matou a mulher por esganadura. Na sequência, de acordo com a denúncia, ele jogou o corpo dela pela sacada do prédio onde morava, recolheu o corpo e o levou de volta para o apartamento. No documento, a defesa sustenta que Tatiane se suicidou. Os advogados alegam que Manvailer "teria que ter a força de um guindaste" para jogar o corpo da esposa da sacada. As alegações também defendem que o fato do corpo ter caído a quase quatro metros de distância do parapeito da sacada indicam que houve "impulso típico de suicídio". Os advogados de Manvailer alegam que testemunhas deram versões diferentes sobre o caso em juízo se comparados aos depoimentos prestados na delegacia. Segundo a defesa, as versões apresentadas ainda na fase do inquérito policial reforçam a tese de suicídio. O documento da defesa afirma ainda que não houve fraude processual nem cárcere privado. Segundo a acusação do Ministério Público, houve alteração na cena do crime e Manvailer usou da força para impedir que Tatiane se afastasse do réu, o que, segundo a acusação, caracterizaria os crimes. De acordo com os advogados, quando Manvailer recolheu o corpo de Tatiane sua "intenção era apenas não deixar o corpo de sua esposa exposto ao relento". "O mesmo se diga com relação à limpeza dos vestígios de sangue do elevador: sua intenção não foi a de burlar a investigação, mas sim a de evitar que outros moradores não se sobressaltassem ao se deparar com sangue na área comum de circulação dos condôminos", disse a defesa. O documento também afirma que, ao chegar no prédio onde os dois moravam, imagens das câmeras de segurança mostram que "a vítima teve diversas oportunidades para, se quisesse, ter se evadido do local, só não o fazendo por vontade deliberação de sua própria vontade". Fonte: GR Mais Noticias

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