Estradas vão fomentar turismo e agronegócio em Ribeirão Claro

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Fonte: foto
13/10/2020

Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro, tem um patrimônio. A localidade, batizada de Patrimônio dos Abreus, é responsável por movimentar uma fatia considerável da economia da cidade e da região. É de lá que saem o frango, leite, carne, milho e café, entre outros itens, que abastecem uma parte do Paraná. O cenário deslumbrante, recortado por serras, rios e cachoeiras, também costuma atrair viajantes apaixonados pelo turismo rural.

‘Pacote que será impulsionado brevemente com o fim do “isolamento” da área. O Governo do Estado está investindo perto de R$ 800 mil na reestruturação de duas estradas rurais do local, artérias de escoamento da produção e caminho para alguns dos mais importantes pontos turísticos do município. Cerca de 2,6 quilômetros de terra batida vão ganhar nova pavimentação, com pedras poliédricas. A previsão de conclusão é para o primeiro semestre do ano que vem.

“Ao melhorar a infraestrutura das zonas rurais estamos incentivando o agronegócio, fazendo com que os pequenos agricultores tenham mais condições para produzir. É isso que movimenta a economia e gera emprego e renda em todo o Paraná”, destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Devemos sempre lembrar que o agronegócio é responsável por aproximadamente 35% do PIB do nosso Estado”, acrescenta.

Ele lembra ainda que por Ribeirão Claro ser um polo turístico paranaense a pavimentação certamente servirá como mais um facilitador para quem pensa em desbravar as belezas naturais da região. “O turista quer ser bem tratado e para isso precisa de infraestrutura. E é em busca disso que estamos investindo. Queremos que as pessoas conheçam o Paraná, façam propaganda das belezas que temos aqui e voltem sempre”, diz Ratinho Junior.

ISOLAMENTO – Os Abreus são quase como uma cidade. Estrada, igreja, comércio, há muita opção por ali. Ainda assim, a comunidade local não se furta a ir para a “cidade”, como dizem. A cidade, no caso, é o centro de Ribeirão Claro ou de Carlópolis.

E aí a pavimentação dos 600 metros na estrada dos Abreus e de outros 2.200 metros que ligam a localidade até o bairro da Água da Mula caem como uma luva. “O acesso à cidade melhora muito porque não ficaremos mais refém do clima. Também poderemos sair em dias de chuva. O que temos hoje é muito barro, buraco e pó. Complica muito a nossa vida”, afirma a agente de saúde Elisângela Rojas. “Vai ficar tudo muito bom, acabar com as reclamações de quem precisa passar por ali”, acrescenta a aposentada Inês Maria Felisbina dos Santos.

Moradora de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a aposentada Dolfina Correia Seni está em isolamento desde março nos Abreus, instalada na casa da irmã por causa da pandemia.

Ela acrescenta um novo item que virá a reboque da reestruturação da via. “Atualmente está bem ruim, com buracos, desmanchando. Faço caminhada ali e é perigoso alguém se machucar. A pavimentação acaba por resolver tudo isso”, ressalta.

TODAS AS REGIÕES – De acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Governo do Estado mantém atualmente 59 convênios para pavimentação ou readequação de estradas rurais em todas as regiões do Paraná. Somadas, as ações chegam a R$ 46 milhões.

Já foram contemplados 48 municípios dentro dessa estratégia de melhorar o escoamento da produção rural e o cotidiano das famílias que vivem no campo, totalizando cerca de 185 quilômetros.

A iniciativa faz parte do Programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas – Estradas da Integração, gerenciado pelo Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável (Deagro).

O programa será ampliado com o financiamento de R$ 1,6 bilhão que o Governo do Estado captou junto ao Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A operação foi finalizada no mês passado. Pelas projeções, cerca de R$ 126 milhões serão destinados a obras de reestruturação nas vias do campo.

“O Paraná é tão grande e forte por causa do agronegócio. Essas pavimentações vão permitir que o trânsito na zona rural ocorra em qualquer tipo de condição climática”, explica o chefe do núcleo da Secretaria da Agricultura na região, Fernando Emanuel Gonçalves Vieira.

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