Agropecuária Régia implanta sensores de monitoramento nas vacas leiteiras

imagem: Agropecuária Régia implanta sensores de monitoramento nas vacas leiteiras
Fonte: foto
22/04/2021

A Agropecuária Régia, na Colônia Witmarsum, em Palmeira, é um exemplo da produção leiteira em larga escala, tendo uma média de produção diária de 52 mil litros. Para tornar a produção cada vez mais otimizada, diversos recursos de tecnologia são utilizados na propriedade.

“Há uma pressão constante de mercado para que se produza um alimento cada vez mais barato, com alto padrão de qualidade. Então, para isso é preciso ganhar eficiência em diversas etapas da produção, é isso só é possível através de recursos da tecnologia”, comenta o produtor, Marcos Epp.

MONITORAMENTO POR SENSORES

Uma das mais recentes tecnologias implantadas na propriedade é o uso de sensores de monitoramento dos animais, que dão uma precisão em tempo real da localização, movimentação e ruminação das vacas. O sistema está operando desde o início de 2021.

“São informações muito importantes e que nos permitem ter ações também preventivas relacionadas ao comportamento do animal e de como está o seu bem-estar. São dados que colaboram ainda para a escolha do melhor período de inseminação, entre outras decisões sobre o manejo. O sensor nos dá essa precisão por animal e também por grupo de animais”, explica Marcos

PRODUÇÃO

Hoje, são 1.300 animais em lactação na propriedade com uma média de produção de 40 litros dia/cada. O sistema de ordenha com estrutura individual de carrossel foi um dos primeiros a serem implantados no Paraná, e comporta em ordenha simultânea, 32 vacas.

O processo de ordenha é mecanizado e tem uma boa automação, o que permite ter os dados de cada animal cada vez que ele passa pelo carrossel. Informações como o tempo que a vaca demorou para soltar o leite e a sua produção, dessa forma acompanhamos todo o desempenho produtivo”, conta Marcos.

Cada animal passa pelo sistema de ordenha três vezes ao dia, e essa rotatividade aliada a uma alimentação balanceada e período de descanso, faz com que a produtividade seja ampliada. Dessa forma, o leite sai da ordenha e imediatamente é resfriado a 3ºC, seguindo por estruturas que o alojam em um tanque resfriador. A cada 14 horas, um caminhão faz a troca do tanque cheio por um vazio para receber o novo volume da produção.

“Fazemos a entrega do leite para a Cooperativa Witmarsum, onde também sou um produtor associado. De lá o produto é vendido no sistema Pull para indústrias que fazem o processo e a comercialização nos grandes centros”, explica Marcos.

A Agropecuária Régia trabalha 24 horas por dia nos sete dias da semana, com turnos de 8 horas, havendo intervalos de uma hora entre cada para higienização. Hoje, são 45 colaboradores na atividade.

ALIMENTAÇÃO

Marcos conta com a parceria do pai, que é produtor de grãos, para produzir parte do alimento que dá aos animais. “Fazemos a silagem do milho e a silagem de capim (pré-secada no inverno), ambos os itens compõem a maior parte da alimentação do rebanho, temos também uma suplementação que compramos na Cooperativa Witmarsum, principalmente para os bezerros”, relata

E ainda, os animais recebem um concentrado que é feito da mistura do farelo de soja, milho moído, casca de soja e bagaço de cevada. “Há veterinários e zootécnicas que fazem a formulação das dietas de acordo com o grupo específico de cada lote de animais. Hoje, na propriedade são ao todo 3 mil animais da raça Holandesa em diversas fases etárias e produtivas”, cita.

COMO COMEÇOU

Marcos conta que o trabalho com a pecuária leiteira começou com o avô. Na atual propriedade as atividades leiteiras já completam 53 anos, tendo sido iniciadas pelo seus pais.

“Na época a produção começou com 15 vacas, e no decorrer do tempo o negócio foi se desenvolvendo, e sempre que possível fomos investindo para melhorar e ampliar a produção”, conta o produtor.

Ele cita que por volta do ano de 1979, houve um investimento importante que marcou uma nova fase na propriedade.

“Naquela época tinha apenas uma ordenhadeira no estilo “balde ao pé”, e então meu pai por meio de um empréstimo bancário, construiu uma sala de ordenha nova e uma barracão para tratar as vacas, foi uma oportunidade que marcou um novo tempo, e desde então sempre continuamos a investir”, ressalta.

Ordenha em sistema de carrossel comporta 32 animais

Animais agora contam com sensores de monitoramento

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